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Sala VIP com vários programas de acesso: onde a receita se perde e como fechar a conta com cada parceiro

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Shankar Cabus

6 minutos de leitura


Sala VIP com vários programas de acesso

Uma sala VIP de aeroporto raramente tem um pagador só. O mesmo salão recebe quem entra pelo cartão de crédito, por um programa de acesso, pela companhia aérea, por uma reserva paga ou pelo avulso na porta. Cada um tem a sua regra, o seu preço e o seu arquivo no fim do mês. É nessa soma que a receita da sala escapa: quase nunca de uma vez, e quase sempre sem ninguém ver.

Uma sala, muitos pagadores

Para a recepção, cada visitante é uma regra diferente: quem tem direito, com quantos acompanhantes, por quanto tempo e com qual comprovante. Para o financeiro, cada parceiro é uma fatura diferente. Emissores de cartão, programas como Priority Pass e LoungeKey, companhias aéreas, reservas online e o avulso chegam cada um com o seu contrato e o seu jeito de conferir.

Quanto mais parceiros, mais a conta depende de cada visita ter sido registrada do jeito certo, na hora certa.

Para o passageiro, nada disso deveria aparecer. Ele quer entrar rápido e ser bem recebido. Cada minuto que a recepção gasta conferindo uma regra é um minuto tirado da experiência que a sala está vendendo.

Onde a visita se perde

Na porta

O check-in feito à mão é onde quase tudo começa. Um programa anotado errado, um acompanhante sem registro, um cartão que não foi validado: cada detalhe vira uma visita cobrada do parceiro errado, ou não cobrada. Com fila na recepção, a pressa piora a conta.

Na conferência

No fim do mês, cada parceiro manda o arquivo das visitas que reconhece, e a sala tem o próprio registro. Se os dois não batem visita a visita, a diferença vira discussão, e a discussão termina a favor de quem consegue provar cada visita.

Feita à mão, planilha contra planilha, essa conferência consome a equipe todo mês e ainda deixa passar o que ninguém teve tempo de olhar. Quando cada visita já entra com o programa certo, a conferência vira uma checagem das exceções.

No fechamento

Desconto, cortesia e exceção sem motivo registrado viram receita que ninguém sabe explicar. Somadas ao que se perdeu na porta e na conferência, essas pequenas diferenças viram uma linha que o financeiro não consegue fechar.

Sala cheia: experiência ou receita perdida?

A lotação é o outro lado da conta. Sala cheia demais derruba a experiência de quem pagou para estar ali. Sala que fecha a porta cedo demais perde a visita que pagaria.

Quando a recepção vê quem está na sala agora e o voo de cada visitante, a decisão deixa de ser no olho. Dá para saber quem embarca nos próximos minutos, liberar a entrada com segurança e encerrar a visita quando o voo decola, em vez de descobrir a lotação pela fila na porta.

Quando o aeroporto é dono da sala

Há salas que o próprio aeroporto controla e entrega a um operador. Nesse caso, a conta ganha mais um interessado: o aeroporto quer acompanhar a receita, os parceiros e a qualidade do serviço sem depender só do relatório de quem opera.

A ocupação, o faturamento por parceiro e a avaliação do passageiro na saída, no mesmo sistema, dão ao aeroporto a leitura da sala e ao operador uma conta que os dois conferem do mesmo jeito.

A avaliação de quem passou pela sala também conversa com o resto do terminal. Lida ao lado da pesquisa de satisfação do aeroporto, ela mostra se a sala está à altura da experiência que o aeroporto quer oferecer a quem paga mais.

O que o sistema precisa resolver

Para fechar a conta com cada parceiro e manter a sala agradável, o sistema da sala precisa:

  • Ler o cartão de embarque ou a reserva na entrada, com o programa de acesso de cada visitante e o motivo de cada desconto ou cortesia.
  • Seguir o contrato de cada parceiro, com as regras de acesso e de cobrança e o histórico das versões.
  • Mostrar a ocupação ao vivo: quem está na sala, a lotação e o voo de cada visitante.
  • Registrar a saída no embarque, para a visita ter começo e fim.
  • Fechar o faturamento por parceiro, com a conferência visita a visita contra o arquivo de cada um.
  • Receber reservas online, com o pagamento pelo celular e a confirmação na hora.
  • Ouvir o passageiro na saída e reunir receita, operação e avaliações em relatórios por período.
  • Dar a cada perfil a sua tela: recepção, supervisão, gerência, financeiro e auditoria.

O que liga a lista é uma ideia só: cada visita precisa ter começo, meio e fim registrados do jeito que o parceiro vai conferir. A reserva online ajuda nisso, porque a visita já chega paga e identificada, antes de o passageiro entrar na fila.

Na Amaní Lounge e no Terminal BTG Pactual

Desde 2026, a Strelo faz o sistema e o site da Amaní Lounge, a nova sala VIP do Salvador Bahia Airport, pensada como uma sala de estar, com Salvador em cada detalhe. O check-in é feito pela leitura do cartão de embarque e do programa de acesso; a ocupação da sala fica à vista; a saída é registrada no embarque; os painéis mostram a operação e o financeiro por parceiro; as visitas são conciliadas com o arquivo de cada parceiro; e o passageiro avalia a sala na saída.

Em 2024 e 2025, a Strelo construiu e operou a plataforma digital do Terminal BTG Pactual, o terminal exclusivo para passageiros premium no Aeroporto de Guarulhos: o site, a reserva online, a área do cliente e o sistema de operação e gestão, em que cada reserva chegava à equipe com as preferências de cada passageiro.

"A Strelo foi uma parceira fundamental na construção da experiência digital do Terminal BTG Pactual. Com agilidade, visão de produto e uma execução de alto nível, conseguimos juntos lançar uma plataforma de reservas e serviços em tempo recorde e que reflete o padrão de exclusividade do nosso terminal."

Fábio Camargo, CEO do Terminal BTG Pactual

Para ver o sistema da sala funcionando

Veja a página do módulo Sala VIP, que trabalha junto com a reserva de serviços, as pesquisas de satisfação e as outras soluções comerciais do Airport+. Para ver o sistema funcionando, solicite uma demonstração ou tire uma dúvida com a Íris, a assistente do site.

Fontes

Tags:AeroportosSala VIPGestão de Sala VIPProgramas de AcessoReceitas Não AeronáuticasAirport+

Shankar Cabus

CEO


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